Inoculação do feijão: como garantir nódulos ativos e nitrogênio do ar
O feijão também forma nódulos e capta nitrogênio do ar. Para isso, precisa da bactéria certa, aplicada do jeito certo e no dia do plantio.
Assim como a soja, o feijão faz parceria com bactérias que vivem na raiz. Elas formam nódulos, captam o nitrogênio do ar e entregam esse nitrogênio à planta. Quando a nodulação falha, o feijão fica amarelado, cresce menos e passa a depender de adubo nitrogenado, que custa caro.
Cada feijão tem a sua bactéria
A bactéria que funciona na soja não serve para o feijão. Cada tipo de feijão pede um inoculante próprio:
- Feijão-comum: usa o Rhizobium tropici, uma bactéria específica para essa cultura e resistente a solos ácidos e altas temperaturas;
- Feijão-caupi: usa o Bradyrhizobium, adaptado a esse tipo de feijão.
Como saber se a nodulação está boa
Cerca de 30 dias após a emergência, arranque algumas plantas com cuidado, sem puxar pelo caule, para não deixar os nódulos no solo. Lave a raiz e conte os nódulos. Corte alguns ao meio: nódulo ativo é rosado por dentro. Nódulo branco, verde ou escuro não está fixando nitrogênio.
Plantas amareladas, poucos nódulos na raiz e nódulos sem a cor rosada por dentro. Nesse caso, a lavoura vai depender de nitrogênio mineral, com custo maior e menor produtividade.
Formas de aplicar
O inoculante pode entrar de três jeitos. Veja as doses indicadas para o NoduleFarm Phaseolus:
- Na semente: 210 mL/ha, no dia do plantio;
- No sulco de plantio: de 350 a 500 mL/ha;
- Via foliar: 500 mL/ha, como reforço na coinoculação.
No feijão-caupi, o NoduleFarm Vigna usa 210 mL/ha na semente, de 250 a 500 mL/ha no solo e de 500 mL/ha a 1 L/ha via foliar.
Cuidados para a bactéria chegar viva
- Inocule à sombra e plante no mesmo dia.
- Proteja a semente inoculada do sol e do calor no transporte e na semeadora.
- Evite o contato direto com fungicidas e inseticidas de semente. Se o tratamento químico for necessário, prefira aplicar o inoculante no sulco.
- Use a dose indicada no rótulo.
Na prática
O NoduleFarm Phaseolus traz duas cepas de Rhizobium tropici para o feijão-comum, e o NoduleFarm Vigna traz Bradyrhizobium para o feijão-caupi. Os dois têm registro no MAPA. Quem produz na fazenda pode multiplicar o Rhizobium tropici com o Kit Rhizofarm.
Para entender o problema por inteiro, veja a página de nodulação e fixação de nitrogênio.
A equipe técnica indica o produto e o manejo para o seu caso.



